O Desafio
O cliente buscava uma residência de veraneio que se integrasse perfeitamente ao terreno em declive acentuado, preservando a vegetação nativa existente (incluindo uma grande árvore Jatobá centenária). O principal desafio foi criar uma implantação que minimizasse a movimentação de terra, garantisse a privacidade em relação aos lotes vizinhos e, ao mesmo tempo, maximizasse a vista panorâmica para a represa local, mantendo o conforto térmico sem depender excessivamente de sistemas de ar-condicionado.
A Solucao
Optamos por uma estrutura mista de concreto aparente e pilares em madeira laminada colada (MLC), distribuída em dois volumes principais que acompanham as curvas de nível naturais do terreno. O volume superior abriga a área íntima e projeta-se em balanço, gerando uma área sombreada natural para o pavimento inferior, onde fica a área social. Implementamos brises verticais de madeira ripada na fachada oeste para controle solar e aberturas estratégicas para favorecer a ventilação cruzada. A árvore Jatobá foi integrada ao coração do projeto, tornando-se o ponto central de um pátio interno descoberto.
O Resultado
O projeto resultou em uma arquitetura contemporânea, fluida e perfeitamente integrada à paisagem. A movimentação de terra foi reduzida em 40% em relação ao estudo preliminar topográfico. A temperatura interna mantém-se agradável durante todo o ano graças às estratégias de design bioclimático. A transição entre as salas de estar, jantar e a área externa de lazer ocorre de forma quase imperceptível através de grandes painéis de correr de vidro recuados, proporcionando aos moradores uma sensação constante de contato com a natureza.